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Exportar para crescer

Por:digitalpixel
Artigos

21

set 2017

Alexandre Rabello, contador e administrador de empresas

 

Nosso primeiro produto a ser “exportado” foi o Pau-Brasil. Nos primeiros 30 anos de colonização, esse produto era retirado das terras brasileiras de forma exaustiva e encaminhado para a Europa.

O ouro começa a ser extraído na passagem do século XVII para o XVIII. Entre 1822/1889, o café era o principal produto de exportação e gerador de renda. A partir de 1880 e por quase 30 anos, a borracha da Amazônia foi o 2º produto de exportação, superando o açúcar. Neste período o café estava na mãos de grandes empresas americanas, alemãs e inglesas, mas mesmo assim, dinamizou o mercado consumidor e estimulou o desenvolvimento industrial.

Somente a partir do final da última década do século XX, após sucessivas crises que pôs em risco o Plano Real, o País começou a demonstrar uma força maior nas exportações.

Percebemos então, que a história das exportações brasileiras está intrinsecamente relacionada com o próprio desenvolvimento econômico e social do País e tem sido diretamente influenciada pelos diversos ciclos econômicos registrados, sejam eles do açúcar, do cacau, do ouro, do café, da borracha, do couro, do tabaco, da substituição das importações, do início da industrialização e mais recentemente, da economia de mercado.

Possuímos uma legislação aplicável às micros e pequenas empresas instituída pela Lei Complementar no :123 de 14/12/2006, que estabelece um regime diferenciado de tributação em relação aos tributos da União, dos Estados e dos municípios. Nesta mesma legislação existe um capítulo que concede incentivos às exportações.

Todavia, ainda é pouco explorado pelo pequeno empresário por uma série de fatores que vão desde dificuldades administrativas e de planejamento, até conceitos que foram incorporados pela própria história, impedindo assim, uma expansão digna dos Países mais desenvolvidos.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) tem como um dos objetivos ampliar a participação das exportações brasileiras e aumentar a participação do número de micro e pequenas empresas brasileiras no comércio exterior.

Instituições como Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), também querem ajudar a micro empresa a exportar mais e prepará-la para competir no mercado interno e externo. Com esse objetivo, lançou o Programa de Internacionalização das Micro e Pequenas Empresas, cuja meta principal é capacitar 4 mil empresas de todo o País, para atuar no comércio exterior. Por meio desse programa, serão desenvolvidas, adaptadas e implementadas soluções que contribuam para um posicionamento mais competitivo das empresas também no mercado doméstico, cada vez mais globalizado.

A crise deflagrada recentemente nos Estados Unidos, na Europa e mais recentemente na China, gera bastante instabilidade na realização de muitos negócios em toda a cadeia econômica, mas estar preparado para enfrentá-la, certamente trará oportunidades lucrativas em um futuro próximo.


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