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Desmistificando o pagamento de tributos e gestão de empresas

Por:digitalpixel
Artigos

21

set 2017

Eliel Fidelis, professor, consultor de empresas e empresário Contábil

 

Evidentemente nossa proposta nestas palavras não é apoiar o governo em sua imensa carga tributária, nem tão pouco incentivar a sonegação fiscal, mas desmistificar o pagamento de tributos e exaltar a Administração Profissional.

Um dia desses li um artigo que me chamou bastante atenção, este relatava que temos o maior contingente empreendedor do planeta, cerca de 15% dos jovens brasileiros empreendem negócios. Considero este número interessante, tendo em vista o grande apelo ao trabalho na iniciativa pública, aliado ao desejo de estabilidade de nossos jovens.

É de se admirar que muitos destes novos empreendedores pautam suas decisões pelo improviso, emoção e amadorismo, mesmo com a crescente evolução tecnológica e as diversas descobertas científicas modernas, no que tange à Administração de Empresas.

Entendo a complexidade do dia a dia das empresas e os diversos desafios que lhe são peculiares, principalmente a escassez de recursos para financiamento de novos investimentos. Creio que estes pontos são similares às empresas, e muitas apesar disto, logram sucesso.

A questão é: como podemos explicar o sucesso de algumas e o insucesso de outras. Um ponto que julgo interessante é diferenciarmos Administração e Gestão. Para explicar cito o comentário de Stephen Kanitz administrador e proeminente articulista da Revista Veja:

“Muitos administradores usam a palavra gestão como sinônimo de administração. Mas existe um grupo de brasileiros que recusa a usar o termo administração, e usam invariavelmente o termo Gestão. Gestão vem de Gesto, Gesticulação. Gestores eram aqueles que gesticulavam, que apontavam com o dedo indicador onde o carregamento de alimentos deveria ser deixado ou estocado. Ou apontam quem deveria fazer uma tarefa.

“Coloque este fardo aqui.” “Você, venha aqui.” Gestores ainda usam termos como “indicadores” de produção, “apontar” uma solução, “apontamentos” de uma reunião, remanescentes da época em que administrar era basicamente apontar com o indicador a direção a seguir. Isto não é Administração no Século XXI, isto é gestão do Século XVI. Quem usa o termo Gestão está 500 anos atrasado.

Administrar não é mais mandar, dirigir os estoques para serem colocados aqui e ali, não dirigimos, não somos mais dirigentes nem diretores. Somos criadores de sistemas, adoramos empresas que andam sozinhas, delegamos, treinamos, damos poder a nossos colegas contratados. Gestores querem gesticular sobre tudo. Dão ordens, dão murros na mesa, gritam para subordinados que não cumprem as ordens, é o estilo Comand and Control da direita e das organizações militares. Se você usa ainda o termo Gestão, cuidado. Você está mostrando para todo mundo que acredita que administrar é dar ordens para subordinado”.

Muitos empreendedores são ótimos comerciantes, contadores ou advogados, mas péssimos administradores; misturam as finanças pessoais com as empresariais; não sabem precificar seus produtos ou serviços; não sabem lidar com subordinados; não administram o tempo; são avessos às novas tecnologias; etc. A incapacidade de administrar suas empresas leva-os a antiga falácia, que é demasiadamente difícil ser empreendedor em nossa nação, em virtude da alta carga tributária. Esta afirmação perde o sentido, uma vez que em nosso país, quem paga o imposto, de fato, é o consumidor final. Sendo assim, os empreendedores que pagam impostos, são àqueles incapazes de administrar compras, despesas e principalmente, de precificar os seus produtos ou serviços.

 

Portanto para um excelente administrador, o pagamento de tributos nada mais é que o repasse ao fisco, do imposto pago pelo consumidor final.


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