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O CONTADOR SUSTENTÁVEL

O empresário moderno, para tomadas de decisões, quer saber onde está às distorções dentro de sua empresa e, para isso, deve se utilizar da principal ferramenta que dispõe que é a contabilidade gerencial. Dentro dessa realidade o contador precisa modificar a sua postura frente às mudanças advindas de um mundo mais dinâmico, globalizado e menos conservador, que cobra do profissional da contabilidade uma postura diferenciada em seu dia a dia. O cenário atual exige que estejamos bem preparados e sejamos responsáveis, transparentes, bem articulados e comprometidos, não só com a profissão em si, mas também com as causas sociais e ambientais. Torna-se fundamental saber definir as prioridades e necessidades de uma empresa, sendo flexível e não ficando preso a velhos conceitos que tanto dificultaram e continuam dificultando a visibilidade e valorização dessa importante profissão.

 

O Contador continua sendo o principal aliado dos empresários e esses, por sua vez, têm como um dos principais papéis a responsabilidade de repassar ao erário público os tributos gerados com as vendas de produtos e serviços, independentemente se tais recursos sejam bem ou mal administrados pelas autoridades competentes. A nosso ver é ai que surge a figura do “Contador Sustentável”, alertando nossos parceiros e a sociedade sobre a importância social dos tributos arrecadados e a obrigatoriedade de fiscalizar a aplicação dos mesmos. Se estiverem sendo mal aplicados, se gastam mal os recursos produzidos por essa gigantesca carga tributária, cumpre-nos orientar aos cidadãos das mazelas praticadas e, através do VOTO, a única e poderosa arma que possuem, possam destituí-los do poder. Como diria J. Cristo contemporâneo “Vamos dar a César o que é de César”, mas se esse César é corrupto, incompetente e gasta mal nossos recursos, como cidadãos só nos restam uma alternativa, demiti-lo por justa causa.

Outro ponto importante dentro desse contexto é a falta de participação do profissional contábil no cenário político. Temos, através dos tempos, estudado e analisado o comportamento da classe contábil e é notória a nossa falta de participação política. Enquanto outras categorias buscam se organizar e participam ativamente desse jogo, conquistando representatividade junto aos governos constituídos, nós, infelizmente, não estamos participando desse debate político tão importante dentro da democracia. Conforme pesquisas realizadas junto ao TRE, constatou-se que 56% dos nossos deputados federais são advogados, 20% formados por médicos, engenheiros e cidadãos de outras profissões, 20% por latifundiários, agro pecuaristas e empresários da construção civil e, 4% restantes formados por contraventores e até traficantes. E onde estamos nesta pesquisa?

Precisamos urgentemente despertar desse sono profundo e buscar o nosso espaço neste cenário, participando mais ativamente das decisões políticas de nosso país. Sem sermos pretensiosos, somos a única profissão que, por meio da capacitação técnica e da transparência, poderá ajudar a combater essa corrupção desenfreada que se alastra cada dia mais e mais no seio da administração pública brasileira. Nós, profissionais da contabilidade, possuímos além do conhecimento as ferramentas necessárias para mostrar aos cidadãos brasileiros onde estão os “ralos” pelos quais escoam os tributos fartamente arrecadados pelas máquinas do poder. Portanto, para acompanhar o dinamismo de nossa profissão é preciso estar alinhado e em sintonia com os profissionais da classe que sempre estão dispostos a demonstrar que a contabilidade bem elaborada e praticada por profissionais competentes é importante e essencial para um país que caminha a passos largos rumo ao desenvolvimento e à sustentabilidade em todos os sentidos.

 

Jose Maria do Carmo – Contador. 





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